AS MUDANÇAS NO CONSUMO E A REVOLUÇÃO NOS MEIOS DE PAGAMENTOS

Como os novos hábitos e necessidades dos consumidores no mundo todo estão forçando bancos e instituições não-bancárias de pagamentos a inovarem e ampliarem produtos e serviços.

As rápidas e significativas mudanças nas relações de consumo têm exigido das empresas, de todos os segmentos de atuação, a busca veloz e incessante por novas soluções de meios de pagamentos, em diversos formatos e canais, para atender às expectativas e necessidades do cliente. No cerne das necessidades do consumidor, numa ponta, e da expansão dos negócios, na outra ponta, está a confiança nas soluções, que necessariamente precisam ser eficientes, rápidas, múltiplas e seguras, abrindo o caminho para a expansão dos mercados. Tecnologia e inovação são as chaves da eficiência e da confiança.

Entre as tendências resultantes das mudanças dos paradigmas das relações de consumo, podemos citar, no caso da indústria financeira, as soluções de blockchain, de Inteligência Artificial (AI) e a progressão geométrica do uso de tecnologia mobile.

Uma das mais significativas tendências adotadas pela indústria financeira nos últimos tempos tem sido a solução em blockchain, que oferece segurança, reduz custos e confere transparência ao processamento dos pagamentos. Além disso, a redução dos riscos de fraude e a garantia do compliance tornam a opção atrativa para os negócios que ocorrem em mercados altamente regulados, como o financeiro.

A indústria de pagamentos internacionais é outro exemplo de segmento altamente impactado pelas tecnologias. A Inteligência Artificial tem proporcionado melhorias significativas na identificação precisa de fraudes, na redução dos tempos de processamento e na automatização de processos manuais. Os algoritmos de machine learning permitem processar um volume significativo de dados para identificar transações fraudulentas e arquivá-los para comparação de modo a evitar novas fraudes, promover redução de custos operacionais e reduzir perdas financeiras para os negócios.

Por fim, mas não menos importante, a tecnologia mobile é outra área para a qual a “cross-border payment industry” (indústria de pagamentos internacionais ou transfronteiras) olha com muita atenção. Os pagamentos internacionais continuam a crescer em todos os casos de uso. De acordo com o Federal Reserve (FED, o banco central norte-americano), as transações internacionais alcançaram US$ 29 trilhões em 2019 e chegaram a cerca de US$ 39 trilhões no ano passado.

À medida que a economia se torna mais interconectada além das fronteiras, há um apetite crescente por pagamentos rápidos, eficientes e acessíveis em todas as partes do mundo. Com o crescimento do comércio eletrônico, do comércio global e da migração, os pagamentos transfronteiriços estão aumentando tanto para empresas quanto para consumidores, desde membros da família enviando dinheiro para seus países de origem até o crescimento dos mercados online.

Fintechs na dianteira do novo mercado

Com a oferta de apps cada vez mais fáceis de utilizar para pagamentos em “1 touch 2 pay” (um toque para pagar), o pagamento mobile tem sido mais conveniente, rápido, e seguro, portanto mais atrativo, para dar tração nas soluções “cross-services” e expansão dos negócios. Essas características transformam as fintechs no terreno mais fértil para o crescimento dessa indústria: enquanto os grandes bancos tiveram uma estabilidade nos valores transacionados entre 2021 e 2022, as fintechs consolidadas experimentaram altas de 30% no volume; já as entrantes no mercado, mais ágeis e energizadas, tiveram altas de até 200% no mesmo período, de acordo com estudo da consultoria McKinsey.

Essa tendência tem reflexo global. Entre as pequenas e médias empresas do segmento B2B, a participação de empresas não-bancárias aumentou de 5% em 2014 para 12% em 2021, devendo chegar a 17% até 2024.

Como regra geral, as fintechs ganharam participação construindo propostas em torno de quatro fatores: preço; velocidade de execução (horas comparadas com dias para os bancos); conveniência, incluindo variedade de produtos, serviços e integração (totalmente digital e uma ótima experiência do usuário); e, finalmente, um back-end digital que permite operações perfeitas. As funções de compliance e know-your-customer (KYC, ou conheça seu cliente) estão entre os beneficiários em termos de velocidade, conveniência e processamento direto.

Embora a transformação digital ofereça uma série de benefícios, também apresenta novas ameaças e riscos que exigem a adoção de soluções de cybersegurança. É imperativo proteger o “core business” e seus desdobramentos criativos que cada vez mais são estimulados na geração de dados transacionais dos clientes. Esse é o grande desafio que se impõe. Não tenho dúvida de que a indústria financeira e de meios de pagamentos tem adotado a transformação digital com entusiasmo. Ela vai continuar a crescer exponencialmente, proporcionando mais opções e, portanto, liberdade ao consumidor e às empresas e impulsionando o crescimento do comércio internacional, gerando lucros, empregos e bem-estar social.

William Kerniski, head de marketing e estratégia digital da Frente Corretora

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