De olho no mercado – 01 de outubro de 2019

De olho no mercado

MERCADO  Investidores iniciam outubro sem os mercados chineses, que ficam fechados pelo feriado nacional que termina no próximo dia 7, o que deve deixar a liquidez por aqui ainda mais reduzida, enquanto os investidores seguem esperançosos sobre a negociação comercial entre Estados Unidos e China, que deve ser retomada em 10 de outubro. Em meio aos efeitos do impasse comercial sino-americano, a OMC fez hoje “corte drástico” em sua projeção para o crescimento das transações globais de 2019 para 1,2%, ante alta de 2,6% anteriormente.

Para 2020, a projeção caiu de 3% para 2,7%. Além disso, os indicadores de atividade e inflação na zona do euro e Alemanha reforçam a fraqueza da economia no bloco econômico, enquanto na Austrália houve o terceiro corte de juro desde junho, para a mínima histórica de 0,75% ao ano.

Nos Estados Unidos, o PMI industrial de setembro (final) é destaque. Depois, serão divulgados o índice de atividade industrial de setembro e os investimentos em construção em agosto. Dois dirigentes do Fed que votam nas reuniões de política monetária falam nesta terça-feira: Michelle Bowman, membro do conselho do Fed e James Bullard, de St. Louis.

BRASIL – No Brasil, a produção industrial poderá ter voltado a crescer em agosto, mas não deve dissolver as expectativas de novos cortes da Selic.

As atenções por aqui estarão ainda na votação da nova versão do texto da reforma da Previdência na CCJ do Senado, prevista para esta terça-feira, depois de uma semana de adiamento. Na sequência, o texto seguirá para o plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) quer concluir a votação ainda hoje (1º), já que nesta quarta-feira o Congresso Nacional realiza uma sessão conjunta para analisar vetos e votar a LDO de 2020. O governo estima contar com 19 dos 27 votos necessários para aprovar o novo relatório, mas há temor de desidratação da proposta, que reduza mais a economia prevista com a reforma. Até agora, a economia prevista com a reforma em um período de 10 anos já diminuiu em R$ 56,8 bilhões, para cerca de R$ 875 bilhões, conforme cálculos da equipe econômica.

As negociações em torno da divisão dos recursos da cessão onerosa também ficam no radar. O governo fechou um acordo com senadores ontem garantindo que os recursos do megaleilão do petróleo sejam divididos com Estados e municípios conforme critérios definidos pelo Senado. A negociação foi feita com governadores do Norte e Nordeste.

Para efetivar o acordo, Alcolumbre lançou mão de uma pressão para que a Câmara dos Deputados vote até o dia 6 de novembro a PEC que divide os recursos do leilão conforme os critérios definidos pelo Senado. Isso significa R$ 10,95 bilhões para Estados conforme os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e outros R$ 10,95 bilhões para os municípios, de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Sobre a cessão onerosa, a Câmara vai discutir também a inclusão do pagamento de R$ 4 bilhões em compensações pela desoneração das exportações na mesma proposta que divide os recursos do megaleilão do petróleo com Estados e municípios.

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