De olho no mercado – 04 de dezembro de 2019

Mercado Internacional – Os Estados Unidos e a China estão se aproximando de um acordo sobre a quantidade de tarifas a serem revertidas na fase um de um acordo comercial, informou a Bloomberg nesta quarta-feira, citando fontes.

O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse nesta terça-feira que é mais importante obter um acordo comercial adequado com a China do que concluí-lo até dezembro deste ano ou do próximo – após as eleições presidenciais de 2020.

Ross disse à Reuters em entrevista que as duas maiores economias do mundo ainda precisam trabalhar detalhes sobre as compras de produtos agrícolas pela China, algumas questões estruturais e um mecanismo de fiscalização para concluir um acordo comercial provisório.

Donald Trump, falando na Europa, disse nesta terça-feira que um acordo comercial interino com a China poderia ficar para depois das eleições presidenciais dos EUA, em novembro de 2020, diminuindo as esperanças de um fim rápido para uma guerra comercial de 17 meses que tem pesado sobre o crescimento global.

Mercado Brasileiro – A economia brasileira registrou uma expansão de 0,6% no terceiro trimestre comparado com os três meses anteriores, puxado por indústria e serviços, totalizando R$ 1,84 trilhão em valores correntes , segundo divulgação do resultado das Contas Nacionais realizado pelo IBGE nesta terça-feira de manhã. O crescimento econômico registrado no período superou a estimativa do mercado de alta de 0,4%.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta foi de 1,2% a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação, também superando o consenso de 1% dos analistas de mercado. No acumulado até setembro, o PIB brasileiro registra expansão de 1%. De acordo com a instituição, a economia brasileira ainda está 3,6% abaixo do pico da série histórica, atingido no primeiro trimestre de 2014, quando iniciou o período de retração do PIB brasileiro até 2016.

O resultado acima da expectativa favorece os ativos brasileiros nos primeiros negócios da sessão desta terça-feira, se deslocando do pessimismo do exterior. O índice do dólar registra uma queda de 0,25% a R$ 4,1950.

Comparado a igual período de 2018, o PIB cresceu 1,2% no terceiro trimestre de 2019, o 11º resultado positivo consecutivo nesta base de comparação.

A agropecuária cresceu 2,1%, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos com safra relevante no terceiro trimestre, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado em novembro, como milho (23,2%) e algodão herbáceo (39,7%).

Já a indústria avançou 1,0% e a Construção, 4,4%, em sua segunda alta após vinte trimestres consecutivos de queda, nesta base de comparação. As indústrias extrativas também cresceram (4,0%), puxadas pela extração de petróleo e gás.

A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos avançaram 1,6%, favorecida pelo efeito das bandeiras tarifárias.

Por sua vez, a indústria de transformação recuou 0,5%, influenciada, principalmente, pela queda da fabricação de celulose, papel e produtos de papel; fabricação de produtos químicos; farmacêuticos e Metalurgia.

Já os serviços cresceram 1,0% na mesma comparação, com destaque para informação e comunicação (4,2%) e comércio (2,4%). Também houve avanços em atividades imobiliárias (1,9%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%) e outras atividades de serviços (0,9%). Já os resultados negativos foram em administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%) e transporte, armazenagem e correio (-1,0%).

No terceiro trimestre de 2019, a despesa de consumo das famílias teve expansão 1,9%, seu décimo trimestre seguido de avanço. A alta pode ser explicada pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física e pela expansão da massa salarial real.

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