De olho no mercado – 13 de dezembro de 2019

De olho no mercado

Mercado Mundial – A China manteve um silêncio constrangedor ao receber a oferta relatada pelos EUA de reverter algumas tarifas e cancelar as que entrarão em vigor no fim de semana, em troca de compras anuais garantidas de produtos agrícolas dos EUA.

“As autoridades chinesas e a mídia oficial até agora não deram informações sobre o quanto a China e os EUA estão perto de um acordo”, disse Hu Xijin, editor da publicação chinesa de língua inglesa Global Times, via Twitter. “Como o lado dos EUA divulgou informações otimistas por vários canais, o lado chinês basicamente ficou em silêncio. Esta é uma situação delicada. ”

Analistas argumentam que a oferta da Casa Branca pode ter sido percebida como uma armadilha, dizendo que Pequim resistirá à celebração de um acordo em que sua conformidade possa ser mensurada com facilidade e confiabilidade.

As ações dos EUA estão alta na sexta-feira, com uma combinação de esperanças comerciais, maior clareza sobre o Brexit após as eleições no Reino Unido – e o compromisso do Federal Reserve de inundar o mercado com liquidez no final do ano para garantir que o ataque de volatilidade do ano passado não se repita.

Às 8h35 (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow subiam 141 pontos, ou 0,5%, enquanto os contratos futuros do S&P 500 subiam 0,4% e os contratos futuros da Nasdaq 100 subia 0,5%.

Os ativos do Reino Unido aumentaram depois que uma vitória arrasadora dos conservadores de Boris Johnson diminuiu a incerteza política sobre o Brexit e afastou a ameaça de um governo radical de esquerda.

A libra consolidou-se em relação ao dólar e ao euro após seu maior ganho em um dia em mais de dois anos. As ações do Reino Unido também subiram acentuadamente, com construtoras, bancos, empresas de serviços públicos e ações de consumo, todos com destaque.

Os rendimentos dos títulos do governo do Reino Unido atingiram o nível mais alto desde a primavera do hemisfério norte, com o retorno do apetite ao risco e a perspectiva de um grande aumento nos gastos públicos no próximo ano contra quaisquer cortes adicionais nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra.

Mercado Brasileiro – O dólar volta a cair ante o real em meio ao recuo do índice DXY e da moeda americana ante algumas divisas emergentes ligadas a commodities com as notícias ainda não confirmadas de que EUA e China estariam perto ou já teriam fechado um acordo comercial “de fase 1”. O ajuste de baixa estende, por enquanto, uma sequência de oito dias de perdas acumuladas em 3,47% nas últimas nove sessões até ontem. Internamente, a previsão de uso da Ptax do dia como referência para o leilão de linha de US$ 1,65 bilhão, das 10h20 às 10h25, também ajuda a amparar o ajuste negativo, segundo operadores de câmbio.

Além disso, o mercado digere, o IBC-BR de outubro, que subiu 0,17%, abaixo da mediana de 0,25% das projeções, mas dentro do intervalo que ia de -0,10% a +0,84%. O indicador com ajuste ficou em 139,66 pontos e é o maior desde junho de 2015 (139,86 pontos). O resultado não afeta diretamente a precificação, segundo operadores, mas contribui para reforçar o otimismo dos investidores com a recuperação da economia doméstica.

Às 9h33, o dólar à vista registrou mínima em R$ 4,0787 (-0,36%). O dólar futuro de janeiro de 2020 recuava 0,29%, a R$ 4,0810.

O Banco Central vendeu a oferta total de 10.000 contratos de swap cambial reverso no leilão realizado há pouco, o equivalente a US$ 500,0 milhões. A operação estava vinculada a outro leilão, de dólar à vista, em que também foram vendidos US$ 500,0 milhões. Como foi vendido o total de US$ 500,0 milhões na operação à vista, o BC não efetuará leilão de swap cambial tradicional hoje.

No leilão de swap cambial reverso, cujos contratos têm data de início em 16 de dezembro e vencimento em 3 de fevereiro de 2020, a venda foi feita com taxas linear de 2,925% e nominal de 3,066%. O PU ficou em 99,603500 e o porcentual de corte foi de 81,25%.

Entre 2 e 20 de dezembro, o BC realizará diariamente leilões de dólar à vista, no valor de US$ 500,0 milhões. Simultaneamente, fará leilão de swap cambial reverso no mesmo montante.

Sempre que não vender a totalidade da oferta de moeda à vista, o BC voltará ao mercado com operação de swap cambial tradicional no valor que não foi colocado. Hoje, como o mercado absorveu toda a oferta de US$ 500,0 milhões em dólar à vista, o BC não fará mais operações.
Nas operações da semana passada, porém, o BC havia deixado de negociar um montante de US$ 20,0 milhões, que seria incorporado à operação de swap tradicional de hoje. Como esta operação não ocorrerá, este complemento – de 400 contratos (US$ 20,0 milhões) – será ofertado apenas na segunda-feira, 16, caso haja operação com swaps tradicionais.

O objetivo dos três leilões diários é rolar o vencimento de swaps de fevereiro ou trocá-lo por moeda à vista. Estão programados para vencer em fevereiro um total de 149.130 contratos de swap cambial tradicional (US$ 7,5 bilhões).

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