De Olho no Mercado

Mercado mundial – EUA – O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, voltará suas atenções nesta quarta-feira para a situação da economia às vésperas do que pode ser uma reabertura arriscada e de forma desigual nos 50 Estados norte-americanos.

Depois de supervisionar a rápida criação da rede de programas do banco central devido à pandemia, Powell falará às 10h (horário de Brasília) em uma webcast organizada pelo Peterson Institute for International Economics. Haverá sessão de perguntas e respostas depois com o diretor do instituto, Adam Posen. Leia mais

Zona do Euro – A produção industrial da zona do euro sofreu em março a mais forte queda mensal já registrada uma vez que as medidas de contenção do coronavírus afetaram severamente a atividade na área, mostraram dados nesta quarta-feira.

Reino Unido – A economia britânica encolheu um recorde de 5,8% em março uma vez que a crise devido ao coronavírus se intensificou e o governo fechou grande parte do país, de acordo com dados oficiais que indicam um impacto ainda maior por vir. Leia mais

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que a produção industrial nos 19 países que usam o euro caiu 11,3% em março sobre o mês anterior, declínio mais acentuado desde que os registros começaram em 1991, chegando a uma perda anual de 12,9%. Leia mais

China – Os futuros do minério de ferro na China saltaram ao maior nível em mais de nove meses e meio nesta quarta-feira, impulsionados por uma maior demanda pelo material à medida que usinas siderúrgicas aumentam a produção em meio a melhores margens de lucro. Leia mais

Mercado brasileiro – O dólar comercial fechou em alta de 0,71%, vendido a R$ 5,866. Foi o segundo avanço seguido. Com o resultado, a moeda bateu novamente o recorde nominal (sem considerar a inflação) de fechamento desde a criação do Plano Real. No ano, o dólar acumula alta de 46,17%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu pelo segundo dia seguido, com recuo de 1,51%, a 77.871,95 pontos. No ano, a perda chega a 32,66%. Leia mais

O presidente Jair Bolsonaro disse no início da noite desta terça-feira que o tema dólar foi discutido “um pouco” em reunião ministerial de mais cedo, mas que não poderia comentar sobre o assunto porque estaria adiantando algo “privilegiado”, o que “prejudicaria” o mercado, deixando em aberto se o governo está avaliando medidas para o mercado de câmbio.

“Não posso falar em dólar porque é informação sensível, e eu estaria adiantando aqui algo privilegiado, que prejudicaria o mercado”, disse Bolsonaro a jornalistas.

O movimento tem levado o Banco Central a fazer atuações no mercado de câmbio. Ainda assim, alguns analistas têm adotado tom mais crítico em relação ao que consideram ser uma postura mais branda do BC em relação à intensidade da desvalorização cambial.

O mais recente ponto de discórdia de alguns no mercado veio da decisão do BC de aprofundar o corte de juros na semana passada –que acelerou a depreciação do real.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nos últimos meses que o patamar do câmbio é mais depreciado.

Alguns no mercado avaliam que a aparente menor preocupação com a alta do dólar combinada com vendas de reservas cambiais pelo BC e a intensificação de corte de juros pode ser parte de uma estratégia de redução da dívida pública, num momento em que o país vê deteriorada a percepção sobre as contas públicas. Leia mais

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