De olho no mercado – 17 de janeiro de 2020

De olho no mercado

Mercado Mundial – A economia da China cresceu no ritmo mais lento em 30 anos, segundo dados divulgados durante a madrugada. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 6,1% em 2019, ante 6,2% em 2018, enquanto a taxa de crescimento anualizada caiu para 6,0% no quarto trimestre. Embora os números não apontem para uma recuperação acentuada da economia chinesa este ano, eles parecem acrescentar peso aos argumentos de que o pior dos efeitos da guerra comercial com os EUA já acabou.

O iuan atingiu outra máxima de cinco meses após a divulgação dos números.

Os dados chineses devem elevar as ações dos EUA a novos recordes novamente nesta sexta-feira, já tendo feito o mesmo pelos mercados de ações europeus.

Às 8h15 (horário de Brasília), os futuros da Dow subiam 80 pontos, ou 0,3%, enquanto os do S&P 500 subiam 0,2% e os da Nasdaq 100 subiam 0,4%.

Mercado Brasileiro – O mercado de câmbio pode se manter volátil em meio ao dólar misto no exterior e preocupações com o ritmo de crescimento interno, apesar do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ter vindo melhor que o previsto, com crescimento de 0,18% em novembro.

Ontem, a moeda americana voltou a tocar no patamar de R$ 4,20 na máxima do dia, mas a correção perdeu força após o Itaú Unibanco lançar emissão de US$ 1,5 bilhão em bônus. Já a Globo Comunicação e Participações pretende captar US$ 300 milhões. A Klabin e a Rede D’Or também estão com emissões no exterior esta semana.

Essas operações geram expectativas de entrada de recurso no País e ajudaram à desaceleração do dólar, que fechou em alta menor, de 0,14%, a R$ 4,1902. Ainda assim, nos primeiros 11 pregões deste ano o dólar caiu apenas em dois dias, acumulando alta de 4,4% até o fechamento dessa quinta-feira. Com isso, o real se mantém com o pior desempenho ante a divisa dos Estados Unidos em uma lista de 34 moedas fortes e emergentes.

Nesta manhã, a moeda americana opera em alta no exterior ante euro e libra, mas sem direção única frente divisas emergentes ligadas a commodities, após os dados chineses positivos de PIB de 2019, além dos números da produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos de dezembro no país asiático, que superaram as expectativas.

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