Mercado Mundial 

EUA – O presidente Donald Trump pediu “um julgamento imediato” depois que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, se recusou a dizer quando enviaria os artigos de impeachment ao Senado, a próxima etapa administrativa que deve acontecer antes que o senado vote se deve remover Trump do cargo.

Qualquer atraso no julgamento, previsto para janeiro, teria como objetivo dar aos democratas do Congresso tempo para pressionar o Senado controlado pelos republicanos para permitir que testemunhas como o conselheiro de Segurança Nacional John Bolton fossem convocadas. Até agora, essa pressão não parece ter tido sucesso.

Há uma última rodada para os dados antes da temporada de festas, com uma leitura final para o PIB dos EUA no terceiro trimestre, previsto para às 10h30 da manhã. Na revisão anterior, a taxa de crescimento anualizada é de 2,1%. Todos os últimos ajustes provavelmente serão mínimos.

Mesmo assim, será dada atenção a subcomponentes, como gastos reais do consumidor e o índice de preços das despesas de consumo pessoal, a medida de inflação preferida pelo Fed. Espera-se que este último seja de 2,3% no terceiro trimestre, enquanto os números mais atualizados de novembro serão publicados às 12h.

Europa – Após várias recusas, a Câmara dos Comuns do Reino Unido provavelmente aprovará a legislação que rege a retirada do Reino Unido da União Europeia.

O projeto de lei do Acordo de Retirada foi reformulado pelo governo de Boris Johnson para eliminar referências anteriores feitas à proteção dos direitos dos trabalhadores, um compromisso que ele fez quando ainda precisava dos votos dos deputados do Partido Trabalhista. O projeto ainda deve ser aprovado na Câmara dos Lordes e receber o consentimento real antes de entrar em lei.

Em outros lugares, o governo também aprovou Andrew Bailey para substituir Mark Carney como governador do Banco da Inglaterra em março do próximo ano. Bailey é um funcionário da BoE que atualmente dirige a Autoridade de Conduta Financeira e que no passado também foi o supervisor bancário da instituição.

 

Mercado Brasileiro 

A prévia da inflação oficial brasileira acelerou com força em dezembro sob o peso dos preços das carnes e registrou o maior nível para o mês em quatro anos, mas ainda assim indica que a alta dos preços terminará 2019 abaixo do centro da meta pela terceira vez seguida.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 1,05% em dezembro, de 0,14% no mês anterior, segundo os dados informados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o nível mais alto para o indicador desde junho de 2018 (1,11%) e o mais forte para o mês de dezembro desde 2015 (1,18%).

Nos 12 meses até dezembro, o IPCA-15 acumulou alta de 3,91% ante 2,67% em novembro, sinalizando que a inflação brasileira medida pelo IPCA terminará o ano pela terceira vez seguida abaixo do centro da meta oficial, de 4,25% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Os preços das carnes exerceram o maior peso individual no IPCA-15 de dezembro, com alta de 17,71% e impacto de 0,48 ponto. Com isso o grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação ao subir 2,59%, de alta de 0,06% em novembro.

A dívida pública federal do Brasil subiu 2,05% em novembro sobre outubro, a 4,205 trilhões de reais, divulgou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira.No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna teve avanço de 1,71%, a 4,034 trilhões de reais. Para o ano, a meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) é de um estoque da dívida entre 4,1 trilhões de reais a 4,3 trilhões de reais. A variação da dívida mobiliária interna no mês passado refletiu uma emissão líquida de 41,81 bilhões de reais e apropriação positiva de juros de 25,96 bilhões de reais. Já a dívida externa teve alta de 10,86%, encerrando o mês em 171,51 bilhões de reais.

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