De olho no mercado

Mercado Mundial – A volta do Natal tem agenda fraca no Brasil e no mundo, feriado nos mercados europeus e um clima persistentemente positivo para ativos de risco. Na terça-feira, quando a Bolsa brasileira ficou fechada, o Nasdaq bateu novo recorde. Hoje, bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, com investidores reagindo ao andamento do acordo comercial China X EUA e também monitorando novos confrontos em Hong Kong. Ontem, o presidente Donald Trump afirmou que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, farão uma cerimônia para a assinatura da primeira fase do acordo comercial e que o acordo está sendo traduzido. Na volta do feriado, o investidor local vai monitorar a evolução dos índices de confiança no comércio e serviços e também as notícias protagonizadas pelo presidente Jair Bolsonaro. Depois de dar um susto com um acidente doméstico na noite de segunda-feira, Bolsonaro sancionou o pacote anticrime com 25 vetos, alguns deles criticados pelo ministro Sergio Moro, autor do projeto original. Moro é contra a criação da figura do “juiz de garantias”.

O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, afirmou nesta quinta-feira que o Banco do Japão vai afrouxar mais sua política monetária sem hesitação se o caminho para a meta de inflação de 2% estiver ameaçado, um sinal de sua prontidão para complementar seu forte estímulo.

Falando em uma reunião anual do maior lobby empresarial do Japão, entretanto, Kuroda também ofereceu uma visão um pouco melhor sobre a perspectiva econômica global, impulsionando a visão do mercado de que o Banco do Japão não vai correr para alterar sua atual política por enquanto.

O dólar oscilava entre ganhos e perdas em relação a outras moedas principais, tentando firmar leve alta, em dia atípico nos mercados pelo feriado nas praças europeias. Além disso, a previsão é de negócios mais fracos nos Estados Unidos, na volta do feriado do Natal. Há, de qualquer modo, expectativas por novidades no comércio entre Estados Unidos e China, após ontem o presidente americano, Donald Trump, afirmar que em breve deverá ser assinada a fase 1 do acordo comercial entre as potências. Às 8h13 (de Brasília), o dólar subia a 109,56 ienes, o euro caía a US$ 1,1084, bem perto da estabilidade, e a libra tinha alta a US$ 1,2965, recuperando-se um pouco de perdas recentes causadas pelas dúvidas sobre o processo do Brexit da União Europeia no Reino Unido. O índice DXY, que mede o dólar ante outras divisas principais, subia 0,04%, a 97,691 pontos.

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