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As medidas de volatilidade implícita nos mercados de câmbio saltaram para os níveis mais altos em quase sete meses nesta quarta-feira, com os operadores esperando mais volatilidade antes do resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos na próxima semana.

 

Os contratos para volatilidade implícita do euro e do iene contra o dólar que vencem em uma semana chegaram ao patamar mais elevado desde o início de abril.

 

Os contratos quase dobraram em relação ao dia anterior, em contraste com uma calma relativa nos mercados de títulos, indicando que os operadores estão se preparando cada vez mais para mais volatilidade nos mercados cambiais do que no de títulos, onde medidas sem precedentes de estímulo por bancos centrais reprimiram a volatilidade.

 

A volatilidade implícita de uma semana do iuan offshore subiu para a máxima de 10,950 na quarta-feira, patamar mais elevado desde 7 de janeiro de 2016.

 

“Temos muita incerteza à frente, da eleição presidencial dos EUA e a segunda onda (de coronavírus) às questões de Taiwan”, disse um operador de um banco chinês. Os mercados precificaram amplamente uma presidência de Biden, disse o operador, mas o resultado da eleição permanece incerto.

 

A volatilidade no mercado cambial permanece elevada nesta semana conforme os casos de coronavírus se proliferam e o resultado das negociações do Brexit continua incerto. Mas indicadores apontam para preocupações crescentes sobre o resultado da eleição norte-americana.

 

Nos mercados acionários, o índice VIX (VIX) permanecia abaixo da máxima de junho de 2020. A medida de volatilidade do mercado de títulos (MOVE) estava em mínimas de uma semana.

 

A situação de um adicto é sempre crítica no momento em que o elemento de seu vício lhe é retirado, levando ao inevitável processo de crise de abstinência, onde tudo se torna mais sensível, piorado e seguido de crises.

 

Independente de qual vício, o comportamento do mercado se assemelha em muito ao o que acontece com os viciados na vida real e neste caso, a abstinência é de estimulantes na economia, como os que os EUA estão prometendo há meses.

 

O problema exatamente vem primeiramente de quando o estímulo está em uso, pois o usuário, neste caso o mercado, tende a ignorar uma série de riscos e problemas de toda ordem, ‘surfando’ na onda e se sentindo bem.

 

Daí o mercado, muitas vezes propositadamente, deixar de lado uma série de problemas que se acumulam, como o aumento de casos de COVID-19 no mundo todo, da possibilidade de isso se converter em uma segunda onda recessiva e principalmente, da inquietação social que isto tem trazido.

 

Sem o estímulo, tudo isso está ganhando a devida atenção, em especial com a série de eventos na Europa, onde uma população que ainda sequer se recuperou da primeira onda pandêmica se revolta com a possibilidade de novos lockdowns, tendo considerado os primeiros ineficientes.

 

Protestos já ocorrem em diversos países europeus e tendem a piorar ainda mais, conforme os governos executam seus planos de um novo freio na economia, de modo a tentar conter o avanço da doença.

 

Isso tem acontecido por todo o mês de outubro, mas somente a ausência dos estimulantes pode fazer o mercado dar a devida atenção.

 

Hoje o COPOM traz sua decisão, manutenção com enorme possibilidade, porém muito se aguarda da mudança de discurso da autoridade monetária.

 

Entre incertezas sobre o futuro da questão política / fiscal e uma serie de pressões de preços com perenidade maior do que se previa anteriormente, o ideal seria a mudança do forward guidance e o ‘fechamento da porta’ para novos cortes.

 

Porém, seu histórico diz que a escolha será somente pela renúncia de um dos dois, dificilmente ambos.

 

A se ver, novamente.

 

Destaque hoje aos estoques ao atacado e varejo e balança de bens nos EUA e a decisão do COPOM no Brasil.

 

 

 

Abertura de mercados

 

A abertura na Europa é negativa e os futuros NY abrem em baixa, com o aumento dos casos de COVID-19 no hemisfério norte e balanços.

 

Em Ásia-Pacífico, dia mais positivo, mas atento e cauteloso com a pandemia.

 

O dólar opera em alta contra a maioria das divisas centrais, enquanto os Treasuries operam negativos em todos os vencimentos.

 

Entre as commodities metálicas, quedas, exceção ao minério de ferro.

 

O petróleo abriu em queda em Londres e Nova York com os temores de super-oferta da commodity.

 

O índice VIX de volatilidade abre em alta de 8,70%.

 

 

 

Notícias

 

Mercado Externo

 

Volatilidade no mercado cambial salta antes de eleição nos EUA

 

As medidas de volatilidade implícita nos mercados de câmbio saltaram para os níveis mais altos em quase sete meses nesta quarta-feira, com os operadores esperando mais volatilidade antes do resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos na próxima semana.

 

Os contratos para volatilidade implícita do euro e do iene contra o dólar que vencem em uma semana chegaram ao patamar mais elevado desde o início de abril. Leia mais

 

 

Bolsas da Ásia fecham mistas com cautela ante covid-19 e antes de eleição nos EUA

 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que investidores demonstram cautela diante da alarmante propagação da covid-19 nos EUA e na Europa e das incertezas ligadas à eleição presidencial americana, que será na próxima semana.

 

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,29% em Tóquio hoje, a 23.418,51 pontos, pressionando por ações dos setores imobiliário e de seguros, enquanto o Hang Seng recuou 0,32% em Hong Kong, a 24.708,80 pontos, e o Taiex registrou queda de 0,63% em Taiwan, a 12.793,75 pontos, mas o sul-coreano Kospi avançou 0,62%, a 2.345,26 pontos. Leia mais

 

 

Os Futuros do Petróleo caíram durante a sessão asiática

 

Os Futuros do Petróleo caíram durante a sessão asiática na quarta-feira.

 

Na Bolsa Mercantil de Nova York, Os Futuros do Petróleo em Dezembro foram negociados na entrega a US$ 38,66 por barril no momento da escrita, caindo 2,30%. Leia mais

 

 

 

Mercado Interno

 

Dólar dispara contra real em meio a aversão a risco global e de olho no Copom

 

O dólar disparava contra o real na manhã desta quarta-feira, com os investidores buscando segurança em meio à forte disseminação da Covid-19 em grandes economias e à aproximação da eleição norte-americana, enquanto o cenário local refletia expectativa para a reunião de decisão de juros do Copom.

 

Às 9:09, o dólar avançava 0,99%, a 5,7385 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 (SA:B3SA3) subia 0,50%, a 5,7355 reais. Leia mais

 

 

 

Com piora da expectativa para a inflação, 66% dos gestores esperam alta da Selic em 2021

 

Diante de expectativas inflacionárias cada vez mais altas e de um ritmo ainda fraco da atividade, cada vez mais gestores acreditam que a taxa básica de juros brasileira será elevada já no próximo ano.

 

De acordo com pesquisa realizada pela XP com gestores de fundos multimercado macro, a expectativa mediana aponta para inflação de 3,2% em 2020, piora em relação aos 2% do levantamento anterior, de setembro. Leia mais

 

 

 

Confiança da indústria do Brasil atinge em outubro máxima em 9 anos e meio, diz FGV

 

A confiança da indústria brasileira chegou em outubro ao nível mais alto em 9 anos e meio diante do otimismo no setor para o futuro próximo, de acordo com os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

 

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 4,5 pontos em outubro e chegou a 111,2 pontos, o maior nível desde abril de 2011 (111,6 pontos). Leia mais

 

 

 

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