De olho no mercado

Finalmente ontem tivemos um dia de dólar estável. A oscilação foi praticamente nula e a moeda fechou em R$ 4,158. Mas lá fora foi dia de dólar forte. Parece que por aqui o mercado está respeitando as intervenções do Bacen (e ontem ainda teve aquele leilão surpresa).

A falta de boas notícias está fazendo com que as casas revisem suas estimativas quanto a taxa do dólar para o final do ano. A tendência é elevarem para perto dos R$ 4,00. Vejam a tabela abaixo:

O próprio Boletim Focus vem aumentando sua projeção sucessivamente. Hoje a previsão é de R$ 3,80.

O que pode favorecer uma valorização do real seria, entre outras coisas, um fortalecimento dos preços das commodities. Mas aqui é que mora o problema: para tal, a guerra comercial deveria ser deixada de lado e deveríamos ter uma perspectiva de crescimento global mais robusta (o que não parece ser o caso hoje). Isso sem falar nos juros nos EUA…

Uma notícia preocupante: a Argentina acabou de anunciar que não pagará sua dívida de curto prazo para investidores institucionais (bancos, fundos, seguradoras). Tal montante chega a USD 15 bilhões. Como será o contágio?

Em dia de divulgação de PIB por aqui e nos EUA, lá fora hoje o clima é positivo para os ativos: as bolsas sobem e os futuros NY também apontam uma abertura nesta direção. Na Ásia eles fecharam mistas. O ponto de observação é o mesmo: as negociações comerciais EUA e China. Por aqui já foi anunciado o IGP-M, queda de 0,67% em agosto.

No mercado de moedas, as emergentes ganham um pouco de espaço frente ao dólar, à exceção da lira turca, que perde cerca de 0,5%. Mercado estável hoje.

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