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Dólar em alta. E agora?!

Todos ouvimos e falamos, “Quanto está o Dólar?” ou “Disparou! E agora?”. Seja por causa de uma viagem de férias ao exterior, de uma compra feita no site chinês com cartão de crédito ou por causa dos negócios de família.

 

Geralmente, para a maioria das pessoas, o Dólar alto provoca arrepios e desgosto. E não sem razão. Porém, há quem possa ganhar – e muito – nesse cenário de Real depreciado também. Dividir a análise entre consumidores “pessoa física” e empresas, pode nos ajudar a entender melhor.

 

Para as pessoas físicas, em suas compras quotidianas, seja de produtos, seja de serviços, geralmente o impacto é negativo. Aquela viagem aos EUA deverá ser adiada (de novo); aquela compra no site oriental vai custar quase tão cara quanto se tivesse sido feita no Brasil (e do produto original); ou aquele vinho sofisticado está com um preço ainda mais proibitivo, e você se lembra de quando tomou uma garrafa daquela safra anterior (ainda melhor) por apenas €40 na Champs-Élysées.

 

No entanto, os impactos mais “cruéis” para as pessoas, inclusive para aquelas de menor renda, são a alta dos preços dos medicamentos, como nos aparelhos de controle à diabetes; no pãozinho da padaria; nos combustíveis e em toda a sua cadeia (incluindo as passagens de ônibus).

 

Isso tudo acontece porque muitos bens têm em suas cadeias produtivas matérias primas e insumos importados ou que têm preços estabelecidos globalmente, em Dólares norte-americanos. Por exemplo, o petróleo, as commodities agrícolas, o minério de ferro, entre muitos outros.

 

 

Então, para quem pode ser bom tais condições da taxa de câmbio?

 

Aos exportadores! Para aqueles que vendem produtos genuinamente brasileiros para outras nações, o Dólar alto torna os bens (ou serviços) mais competitivos.

 

Mas não apenas a estes, mas também para aqueles que têm suas rendas oriundas do turismo interno, uma vez que muitos viajantes acabam optando por viajar dentro do próprio país a fim de evitar as sobretaxas de câmbio.

 

E ainda, também ganham aqueles que vendem produtos no mercado interno, pois seus principais concorrentes importados perdem atratividade devido à subida do preço final em consequência da alta taxa de câmbio. Esse aspecto é bastante importante, pois tem consequências à balança comercial brasileira, uma vez que dependendo da amplitude da oscilação e/ou duração do stress cambial, o país pode ver um reequilíbrio entre o total importado versus aquele exportado.

 

E não somente – apesar de, em geral, não ser bom para a economia este cenário por longo prazo – considerando-se que essa situação persista, poderá haver, então, estimulo para criação de postos de trabalho no país, uma vez que o mercado local continue a demandar os produtos nacionais (mais baratos em relação aos importados), fazendo com que as indústrias invistam para atender tal demanda.

 

De toda forma, o Real depreciado traz à economia uma maior pressão inflacionária, pois somos uma economia essencialmente importadora de produtos e matérias-primas apreçadas em Dólar.

 

 

Quem pode aproveitar esse momento?

 

1. Pessoas que têm renda em Dólar e querem trazer os recursos para o Brasil: seja para poupança, seja para doação a familiares, entre outros;

 

2. Exportadores que têm recebimentos de faturas em Dólar, no Brasil de clientes estrangeiros;

 

3. Eventuais turistas norte-americanos.

 

 

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