Reforma da Previdência, Brexit, PIB: é hora de otimismo?

Há cerca de 2 meses, seguimos convivendo com grande instabilidade, associado a uma sequência de notícias ruins vindas do exterior, como o conflito comercial entre Estados Unidos e China, os sinais acentuados de queda da atividade econômica na Europa, especialmente em virtude da novela do Brexit.

Porém, começamos a perceber um movimento de otimismo.

No cenário internacional, o mercado chinês mostrou ontem bons números oriundos especialmente do segmento de TI. Além disso, a votação do Brexit enfim parece evoluir, o que faz com que a Europa demonstre um sinal para qual rumo seguir, após a efetiva saída do Reino Unido do bloco.

Já no mercado nacional, a com a efetiva aprovação da reforma previdenciária que tivemos ontem sinalizou alguma tendência de melhora dos níveis de confiança no mercado local, que pode diminuir a incerteza com relação aos investimentos.

Ainda no cenário interno, o boletim Focus desta semana projeta um pequeno aumento no PIB, ratificando os números anteriores de uma pequena recuperação da economia brasileira.

Ainda sobre o tema da votação da reforma da previdência, sua aprovação efetiva gera expectativa de atração um maior fluxo de investimentos do exterior ao finalizarmos este logo e tortuoso processo. Apesar de o mercado já haver precificado a efetiva aprovação, a retomada do investimento estrangeiro aqui com o aumento da confiança pode ocasionar uma eventual queda na cotação da moeda americana.

Ainda sobre o aumento do fluxo de entrada do capital estrangeiro no país: Após uma saída recorde em Agosto (que girou em torno de R$ 10.79 bi) e Setembro, agravando o saldo acumulado de saída no ano de R$ 23,3 bi, este movimento perdeu força.

Em Outubro, o Brasil começou um movimento de entrada de capital estrangeiro, em virtude de uma série de pontos que contribuíram para este movimento:

  1. A desvalorização do Real diante ao USD nos últimos meses tornou os ativos brasileiros mais baratos;
  2. Projeção de melhora da economia com uma revisão do PIB para cima, após meses de revisão para baixo;
  3. Ratificação de melhora da economia com os números que mostram o aumento da arrecadação em tributos como IOF, além de tributos vinculados ao trabalho, como retirada de lucros e dividendos.
  4. Efetivação da reforma da previdência e a melhora na arrecadação gerou uma segurança para o governo não estourar a meta de gastos público.

A expectativa de uma retomada da economia brasileira, alinhada com uma melhora no cenário internacional, cria condições para um cenário onde o investidor internacional possa retornar o capital para o Brasil.

O preço da moeda estrangeira não está em um patamar condizente com a nossa projeção. Estimamos o valor justo do USD girando em faixa entre R$ 3,95 e R$ 4,02. O atual valor é atribuído ao o pessimismo do mercado em momentos anteriores, algo que deve se reverter nas próximas semanas.

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