Mercado Mundial – EUA – A economia dos Estados Unidos (EUA) pode começar a se recuperar no segundo semestre deste ano, após o que está se desenhando como a pior recessão em décadas, mas o crescimento provavelmente será lento e desigual, indicaram vários importantes formuladores de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) nesta terça-feira (5).

As avaliações, não exatamente otimistas, foram feitas à medida que a maioria dos estados dos EUA começou ou se moveu para reabrir suas economias, paralisadas há semanas para retardar a propagação do coronavírus.

UE -Alemanha, Itália e Espanha aderiram a um pedido de 12 governos da União Europeia para que o órgão executivo da UE suspenda as regras que obrigam as companhias aéreas afetadas pela crise a oferecer reembolso total em dinheiro por voos cancelados, informou a França em comunicado no último sábado.

Hoje, os principais representantes comerciais dos Estados Unidos e da China discutiram a Fase 1 de seu acordo comercial nesta sexta-feira, e o país asiático disse que concorda em melhorar a atmosfera para sua implementação, enquanto os EUA disseram que os dois lados esperam que as obrigações sejam cumpridas.

A discussão em uma ligação telefônica ocorre em meio à crescente tensão entre os países, exacerbada por uma guerra de palavras por causa das críticas dos EUA à abordagem adotada pela China diante do surto de coronavírus.

Durante essa semana, um relatório interno chinês alertou que Pequim enfrenta uma onda crescente de hostilidade após a pandemia do coronavírus que poderia levar as relações com os Estados Unidos a ponto de um confronto, afirmaram pessoas familiarizadas com o documento à Reuters.

O relatório, apresentado no início do mês passado pelo Ministério de Segurança do Estado aos principais líderes do governo chinês, incluindo o presidente Xi Jinping, concluiu que o sentimento anti-China no mundo está no maior patamar desde a repressão aos protestos na Praça da Paz Celestial em 1989, afirmaram as fontes.

Mercado brasileiro – A última semana do mês de abril se encerra com o Brasil figurando como um dos países mais críticos em relação ao avanço da epidemia de coronavírus. O Brasil já tem mais óbitos e infectados do que a China. Devido à situação de contágio, alguns estados podem ampliar medidas mais restritivas de isolamento.

A exportação de café verde do Brasil somou 2,75 milhões de sacas de 60 kg em abril, praticamente estável ante o volume registrado no mesmo mês do ano passado (2,76 milhões de sacas), de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira.

Já a exportação de açúcar do Brasil somou 1,56 milhão de toneladas, ante 1,2 milhão no mesmo mês do ano passado.

Nesta quinta (7), o dólar fechou a R$ 5,8360, alta de 2,3%. Está a R$ 0,164 de chegar ao patamar simbólico de R$ 6 -e a R$ 2,02 de bater o recorde de maior alta real (que leva em conta a inflação). O turismo está a R$ 6,09.

Há quem veja, contudo, maior probabilidade de queda do dólar. “Acredito que não chega a R$ 6. Mas não vejo tanta força para chegar lá por enquanto. Claro, se não houver mais nenhuma surpresa”, diz Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora. Ele aponta que a alta foi muito acentuada e “nem tanto racional”.

O Brasil começa a ficar muito barato, o que pode atrair o investidor estrangeiro. Mas, neste momento, com aversão a risco elevada pela pandemia, ele se retrai.

Estrangeiros têm retirado os investimentos do país desde 2019, o que contribui para o dólar em alta. Na Bolsa são R$ 114,8 bilhões a menos de aportes estrangeiros de janeiro de 2019 a esta segunda (4), segundo dados da B3.

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