Mercado Mundial – A semana começou turbulenta com os principais índices acionários de Wall Street despencavam, e o Dow Jones tombava 2 mil pontos.

Com esses acontecimentos as negociações nas bolsas de valores dos EUA foram interrompidas por 15 minutos imediatamente após a abertura.

Os preços do petróleo sofreram, a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991, após Arábia Saudita e Rússia iniciarem uma disputa de preços que ameaça sobrecarregar os mercados globais da commodity com mais oferta.

Um recuo de quase 25% nas cotações do petróleo desencadeou pânico nos principais índices acionários de Wall Street, em um momento em que a rápida disseminação do coronavírus pelo mundo também amplifica temores de uma recessão global.

Ainda na terça o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando declarar um desastre nacional para liberar recursos para a resposta do governo ao surto de coronavírus. A declaração, sob a Lei Stafford, poderia liberar até 40 bilhões de dólares em ajuda imediata.

Os preços do petróleo continuaram caindo na quarta-feira, a redução foi de 4% atingidos mais uma vez pelas tentativas sauditas de inundar o mercado com petróleo barato.

Hoje Os mercados de ações dos EUA abriram acentuadamente em alta, na esperança de que as medidas monetárias e fiscais combinadas nos EUA coloquem um piso no mercado.

Às 08h40 (horário de Brasília), o contrato futuro do Dow 30 subia 1.110 pontos, ou 5,27%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 tinha alta de 5,11% e o contrato Nasdaq 100 Futuros saltava 5,67%.

Mercado Brasileiro – Não muito diferente a bolsa paulista começou a semana com fortes perdas, acionando o mecanismo de circuit breaker, parando a bolsa por 30 minutos, na segunda-feira pela primeira vez em três anos.

Após o Ibovespa cair 10%, em meio ao nervosismo global. A correria de venda entre os investidores fazia Petrobras desabar mais de 20% e perder 81 bilhões de reais em valor de mercado, na esteira do tombo dos preços do petróleo no exterior.

O “circuit breaker” foi criado para evitar uma oscilação extrema nos ativos, a B3 pode ou não ativar o circuit breaker, mecanismo que suspende a negociação para proteger os papéis contra a excessiva volatilidade.

Entenda como funciona o mecanismo:

10% – Se o índice variar mais de 10% em qualquer direção, os negócios são interrompidos por 30 minutos

15% – No retorno às atividades, se o Ibovespa atingir 15% de variação sobre o fechamento anterior a B3 poderá suspender o pregão por uma hora

20% – Caso a variação atinja 20%, a B3 poderá interromper por tempo indefinido a negociação.

O dólar escalou a novos recordes históricos durante a semana, com a volatilidade saltando a picos dificilmente vistos

O Banco Central vendeu um total de 3,465 bilhões de dólares em moeda spot. É o maior volume a ser liquidado em um mesmo dia desde pelo menos 11 de maio de 2009.

Nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro minimizou o caos no mercado financeiro brasileiro, colocando a responsabilidade pela turbulência nos preços do petróleo, depois de afirmar durante discurso em Miami que os números da economia vêm mostrando que o Brasil começou a se arrumar.

Além disso, o presidente afirmou que o novo coronavírus também tem influência no nervosismo dos mercados e, repetindo o que já dissera o presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar que a epidemia esteja sendo superestimada por razões econômicas.

O Brasil fecha esta semana, em Washington, com a adesão ao programa América Cresce, a iniciativa norte-americana de investimentos na América Latina que tenta se contrapor à Iniciativa Cinturão e Rota, da China, que vem ocupando cada vez mais espaço nas obras de infraestrutura na região.

Hoje o dólar registrou ampla queda contra o real, voltando a se aproximar de 4,70 reais após disparar a 5 reais na véspera, com os mercados parando para respirar em meio a estímulos de bancos centrais em todo o mundo.

A bolsa paulista começava a sexta-feira com o Ibovespa em alta de 14%, acompanhando a recuperação de mercados acionários no exterior, em meio a ações de bancos centrais, após uma semana de fortes quedas.

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